WiMax e o Mercado Brasileiro e Mundial

Abstract. WiMax technology is based on IEEE 802.16 pattern and has been derived from IEEE 802.11 pattern. Its main goal is to specify a wireless interface pattern for Metropolitan Area Networks (MAN). Despite its technical viability, WiMax technology still does not gather the same popularity that Wi-fi pattern does. The largest marketing appeal regarding WiMax is related to the wide availability of broadband Internet services, working as a tool for digital insertion. Some countries such as Russia, Japan and United States have believed on its potential and thus represent some illustration of its success, in spite of the major ongoing investments applied. Viability studies are currently being conducted in Brazil, and even the future of technology is still uncertain.

Resumo. A tecnologia WiMax, baseada na norma IEEE 802.16, surgiu do aprimoramento do padrão IEEE 802.11. Tem como objetivo especificar um padrão de interface sem fio para redes metropolitanas (MAN). Apesar da sua viabilidade técnica, o WiMax ainda não possui a mesma popularidade que o padrão Wi-fi. O maior apelo mercadológico do WiMax está relacionado a disponibilização de maneira mais abrangente do serviço de Internet banda-larga, funcionando como ferramenta de inserção digital. Alguns países como Rússia, Japão e Estados Unidos, apostaram na tecnologia representando exemplos de sucesso, porém, para tanto, foram necessários grandes investimentos contínuos. No Brasil, estudos de viabilidade estão sendo realizados, e o futuro da tecnologia ainda é incerto.

1. Introdução
O WiMax (Worldwide Interoperability for Microwave Access ou Interoperabilidade Mundial para Acesso por Microonda) é um acrônimo para “Interoperabilidade Mundial para Acesso de Micro-ondas”, foi criado com base na norma 802.16 do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), publicada no dia 8 de abril de 2002 [Ladocicco 2007]. Tem como objetivo especificar um padrão de uma interface sem fio para redes metropolitanas.

A tecnologia de redes sem fios existe a aproximadamente 15 anos [Lima et al 2006]. O primeiro padrão desenvolvido a consolidar-se no mercado foi o padrão IEEE 802.11 conhecido também como Wireless ou Wi-Fi, que popularizou a comunicação sem fio. Embora o 802.11 tenha sido uma grande evolução quando comparada às redes cabeadas, sua primeira padronização apresenta vários fatores limitantes como: preço, acessibilidade, raio de atuação e disponibilidade [Souza 2007]. O padrão WiMax surgiu com o objetivo de sanar estas deficiências do padrão Wireless. As redes Wireless funcionam em redes locais (LAN) com cobertura de até 100 metros, permitindo geralmente, taxa de transmissão de 54Mbps, existindo equipamentos não padronizados que podem alcançar velocidades maiores. O padrão WiMax opera em redes metropolitanas (MAN) com cobertura de até 50 quilômetros, alcançando em condições ideais 75Mbps [Ribau et al 2006].  Além disso, uma das grandes vantagens do WiMax é que, ao contrário do Wi-Fi tradicional, não precisa de visada direta com a antena transmissora, o que era uma grande limitação [Ladocicco 2007], sendo assim, o WiMax permite o acesso a uma quantidade maior de usuários com um número menor de pontos de acesso.

Fonte: http://www.wifinotes.com/wimax/how-wimax-works.html
Figura 1 – Como o Wimax Funciona
Fonte: http://www.wifinotes.com/wimax/how-wimax-works.html

Como se pode perceber na figura 1, a transmissão do sinal WiMax é similar a transmissão do sinal da telefonia móvel. Uma torre principal envia o sinal para outras torres espalhadas, que multiplicam o sinal para os receptores. A conexão pode ser direta, como no primeiro caso do notebook, quando o receptor final possui um adaptador WiMax. Os receptores também podem funcionar como bridges, como no segundo caso, onde o sinal chega a residência e é distribuído através da rede local, ou no terceiro caso onde existem os “Wi-fi hotspots” ou pontos de acesso Wi-fi, que possibilitam a integração de redes Wi-fi e redes WiMax.

Através do aprimoramento do padrão IEEE 802.16 constituiu-se uma família de versões protocolos. A especificação original define freqüências de 10 a 66Ghz, o padrão 802.16a foi desenvolvido para atender freqüências mais baixas de 2 a 11Ghz, o 802.16b trata aspecto relativos a qualidade de serviço, o 802.16c trata da interoperabilidade, protocolos e especificação de testes de conformação. O padrão 802.16-REVd trata de atualizações com o objetivo de consolidar os padrões anteriores da família e o padrão 802.16e adiciona aspectos de mobilidade [Lima et al 2006].

Apesar da IEEE desenvolver o padrão WiMax, existe o fórum WiMax que é uma organização sem fins lucrativos, constituída por fabricantes de equipamentos e componentes, com o objetivo de promover e certificar a compatibilidade e a interoperabilidade baseado no padrão IEEE 802.16 [WiMax Forum 2007]. Além da certificação, o fórum WiMax promove em larga escala a utilização de redes, motivando o mercado a produzir equipamento de alta qualidade com custos aceitáveis. A promoção do WiMax baseia-se na sua área de alcance, que permite que locais remotos tenham acesso a Internet de alta velocidade, sem a presença de fios.

Este artigo tem como objetivo realizar uma análise mercadológica do WiMax, considerando o cenário atual e prospectando a situação do cenário brasileiro em relação aos mercados estudados. A sessão 2 aborda a condição mercadológica atual do WiMax de uma maneira geral, a sessão 3 trata o mercado russo e o estudo de caso da operadora Yota, a sessão 4 relata a situação do Japão que vem utilizando a tecnologia a tempo considerável. A sessão 5 trata a situação do mercado norte americano onde existem vários projetos em andamento para tentar consolidar o WiMax no mercado, a sessão 6 trata a situação do mercado brasileiro em relacão a tecnologia, apresentando o projeto da Embratel e uma visão não muito animadora do mercado frente a tecnologia. Na sessão 7 é apresentado uma visão do futuro do WiMax no Brasil, comentando dificuldades existentes e benefícios que a tecnologia pode proporcionar.

2. O WiMax e o Mercado
Segundo Physorg [2005], o Wi-Max possui quatro benefícios econômicos que o tornam viável e impulsionam seu crescimento no mercado atual:

  1. Redução de despesas de investimento: perspectiva de custo total menor que $240,00 por consumidor, considerando a diminuição nesse custo conforme a tecnologia seja embutida em aparelhos móveis como notebooks e PDAs (Personal digital assistants), possibilitando portabilidade de acesso a banda larga sem fio sem a necessidade de outros equipamentos. Estimava-se que até 2008 o custo pudesse chegar a $80.
  2. Redução de custos operacionais: os custos operacionais em relação a Wireline poderão ser reduzidos em 41%.
  3. Redução do repasse da rotatividade do consumidor: enfatizando implementações centralizadas e auto-atendimento dos clientes, portadores poderão reduzir o repasse ao consumidor, aumento assim sua satisfação [Santos 2008].
  4. Diferenciação dos serviços: considerando que os atuais serviços de banda larga não são oferecidos com a mobilidade necessária, o WiMax pode tornar real a utilização do VoIP móvel, como a telefonia móvel atual funciona, porém, com custos menores.

Das vantagens técnicas do WiMax pode-se citar: boa aceitação por parte de usuários da tecnologia Wi-fi, aumento da cobertura de áreas que possibilitam a conexão com a Internet (similar da telefonia móvel)  e capacidade de comunicação com taxas menores de ruído, sem a perturbação do tráfego, suplantando obstáculos que surjam no caminho, inclusive naturais [Ribau et al 2006].

Quanto as desvantagens: certa frustração quanto a taxa de transmissão, imaturidade da tecnologia, possibilidade de sobreposição de sinal em algumas regiões e diminuição considerável da taxa de transmissão e do raio de cobertura do sinal em condições climáticas adversas [Ribau et al 2006]. Estas desvantagens apesar de serem técnicas influenciam economicamente o sucesso mercadológico da tecnologia.

Como acontece com a maioria das tecnologias de comunicação em massa, seu desenvolvimento inicial é cercado de otimismo, acarretando uma movimentação inicial no mercado e na área de pesquisa. Apesar do WiMax não ter alcançado algumas das previsões, como dispositivos a $80 até 2008, o mercado mundial de equipamentos WiMax cresceu 107% no primeiro semestre de 2006, enquanto o mercado de equipamento para redes LAN sem fio caiu 7%  [Martins 2006], provando que a tecnologia foi bem aceita pelo mercado apesar de não possuir a maturidade necessária para ser utilizada em escalas globais como a Wireless. Outro fator incentivador do WiMax, é seu apelo social, a inclusão digital é evidente quando consideramos o alcance de banda larga previsto. A união entre Internet banda-larga e WiMax pode proporcionar uma revolução digital em relação a quantidade de pessoas que teriam acesso a Internet e a qualidade como este serviço seria fornecido. Porém, esta revolução continua refém de fatores citados anteriormente, principalmente, imaturidade tecnológica e alto custo.

Atualmente as operadoras de telecomunicação estão avaliando a situação do WiMax. Seu grande desafio é proporcionar serviços que já são proporcionados por outras tecnologias como a 3G, com custos menores e melhor desempenho. As aplicações e os serviços 3G continuam sendo convincentes e as diferenças de custos entre WiMax e 3G continuam insignificantes [Thelander 2005]. Além de suporta a concorrência com a tecnologia 3G, o WiMax terá pela frente o desafio de inserir-se na evolução 4G.

3. O WiMax na Rússia
O mercado europeu pode ser considerado uma boa via de estudo, alguns dos mais importantes membros do fórum WiMax são europeus. Na Rússia, a implantação da 3G ocasionou alguns problemas na freqüência de bandas disponíveis, porém, o mercado de Internet banda-larga continuava crescendo [Perez 2009]. Observou-se então, que como havia ocorrido com o mercado de telefonia, os usuários cada vez mais sentiam a necessidade de se desfazer dos cabos.

Diante deste cenário: a necessidade crescente de tecnologia sem fio em larga escala e os problemas encontrados com a 3G, a operadora russa Yota decidiu focar seus investimentos no WiMax. Em setembro de 2008, disponibilizou o serviço, com planos de tráfego ilimitado ao custo aproximado de 20 euros/mês para uso em laptops, modems USB e placas Express Card, além de um plano à 11 euros/mês especialmente definido para celulares. O serviço também é distribuído à 1,15 euro/dia. Estes planos foram disponibilizados para Moscou, São Petersburgo, Ufa e três cidades com mais de 20 milhões de habitantes, com velocidade de 10Mpbs. No primeiro semestre de 2009 a operadora já contava com mais de 200 mil assinantes. Sentindo-se satisfeita com o resulto, a operadora pretende disponibilizar o serviço de banda-larga WiMax em mais duas cidades: Krasnodar e Sochi [Perez 2009]..

O interessante no estudo de caso russo é o fato do país apresentar um número baixo de usuários da Internet em relação a sua população [Perez 2009]. O acesso sem fio era considerado caro e lento, pelo fato da 3G não ter se popularizado. Sendo assim, com o WiMax, a operadora encontrou a possibilidade de fornecer serviço de Internet banda-larga com custos mais baixos, inclusive, em relação a banda-larga fixa. Com a entrada do WiMax no mercado os provedores locais tiveram que reduzir os valores de suas tarifas. O WiMax acabou servindo como uma ferramenta de inclusão digital, trazendo o serviço de Internet banda-larga aos consumidores com custos e qualidade aceitáveis. A satisfação dos clientes e da própria operadora é evidente aos fatos apresentados, inclusive, a operadora já programa testes para com padrão IEEE 802.16m para o final de 2010 [Perez 2009]. O padrão IEEE 802.16m ainda encontra-se na fase de pré-rascunho com a primeira publicação programada para o segundo semestre de 2010 [E-Thesis 2009].

4. O WiMax no Japão
No Japão, a tecnologia WiMax fora escolhida por sua ampla base de cobertura e alta capacidade de transmissão, solucionando o problema de regiões mais baixas que necessitavam de banda larga sem fio, garantindo maior fluxo e cobertura mais abrangente [E-Thesis 2009]. O Japão vem testando a tecnologia WiMax a aproximadamente de 8 anos, encontrando-se em estágio avançado de maturação, comparável com os Estados Unidos que será descrito na sessão 4.

O padrão utilizado no Japão é o IEEE 802.16e. Em de fevereiro deste ano, a empresa japonesa UQ Communications anunciou que decidira expandir seu serviço UQ WiMax  de comunicação banda larga por toda o território nacional, contando com o investimento conjunto da empresa norte americana Intel [Amaro, 2009]. O prazo de implantação desse projeto era julho deste ano, no entanto, nenhuma notícia relacionada a situação atual desta implantação fora encontrada.

Prevê-se o investimento de até 144 bilhões de dólares até 2013 em redes sem fios metropolitanas, não somente em cobertura de sinal, mas também, para o desenvolvimento de receptores e dispositivos móveis [E-Thesis 2009].

O WiMax no Japão apresenta-se como uma realidade. Investimentos contínuos no aprimoramento da tecnologia e na área de cobertura garantem o sucesso da tecnologia. Apesar de inicialmente o WiMax ter sido escolhido por adequar-se melhor a geografia local, sua viabilidade financeira mostrou-se mais do que um investimento seguro, uma estratégia de mercado.

5. O WiMax nos Estados Unidos
Os Estados Unidos conta com investimentos contínuos na tecnologia WiMax. Em dezembro de 2006 o país possuía mais de 150 redes municipais, adotando o padrão IEEE 802.16e, utilizando a frequências de 2,5 a 2,7 GHz. Em 2006, a empresa Nextel anunciou um projeto para implementação de uma rede WiMax de abrangência nacional, onde esta rede proveria suporte à sua unidade de negócios de quarta geração (4G). Em parceria com Intel, Motorola e Samsung, planejava-se acelerar o desenvolvimento e comercialização de uma solução WiMax móvel e abranger um mercado potencial de 100 milhões de usuários, até o final de 2007 [Melício 2008].

Já em 2008, a Sprint e a Clearwire anunciaram a formação de um consórcio que resultaria em uma nova empresa, reunindo as operações de WiMax das duas companhias. A nova empresa, que mantera o nome de Clearwire, conta com investimentos de US$ 3,2 bilhões da Intel, Google, Comcast, Time Warner Cable e Bright House Networks. A Intel ainda pretende trabalhar junto aos fabricantes de notebooks para que estes disponibilizem chips WiMax [Melício 2008].

Este acordo é um passo importante para o sucesso do WiMax no país, pois as duas empresas lideram a implementação do WiMax nos Estados Unidos e possuem boa parte das licenças de frequências [Melício 2008]. O sucesso deste projeto pode incentivar outros países a investirem na tecnologia WiMax, mercados emergentes analisam a situação em países desenvolvidos, estudando a real viabilidade de investimentos.

6. O WiMax no Brasil
Em um país com as dimensões e a geografia do Brasil, teoricamente a tecnologia WiMax pode contribuir muito para o aumento do uso de serviços de Internet banda larga. Hoje o país conta com serviços caros e de baixa qualidade o que dificulta o acesso de considerável parte dos usuários de Internet. Muito embora o WiMax se apresente como uma boa alternativa para melhorar a penetração no mercado dos serviços de banda larga, na prática isso não ocorre. Falta de padrões definidos, de uma legislação para controle, bem como questões políticas de interesse de outros setores acabam por gerar desinteresse pela tecnologia [Melchior 2006].

A maior parte das redes WiMax devem utilizar a frequência de 3,5 GHz, que ainda está em licitação. Desde 2004, a Intel em parceria com universidades, instituições e governo vem fazendo testes com a tecnologia WiMax em diversas cidades do Brasil. Brasília foi a primeira cidade a possuir uma escola–laboratório móvel. Além de Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Mangaratiba (RJ) e Ouro Preto (MG) possuem projetos de teste, tendo nesta última cidade, o exemplo mais emblemático, devido a seu relevo e a necessidade de preservação e arquitetônicas e ambientais. Um dos requisitos da implantação do WiMax em Ouro Preto é manter o título de patrimônio da humanidade que a cidade possui, impossibilitando grandes reformas estruturais [Souza 2007].

A Embratel anunciou em 2008 que pretende investir R$ 175 milhões para criar uma rede WiMax em 61 cidades com possibilidade de expandir para até 200 cidades. Seriam necessárias 1018 estações de rádio base para cobrir as 61 cidades inicialmente planejadas. O publico alvo desta rede seria os segmentos de pequenas e médias empresas [Melício 2008].

Várias outras operadoras também anunciaram interesse e vontade em aplicar recursos nesta tecnologia. Porém, estas promessas ainda não foram totalmente concretizadas, os investimentos ainda estão muito aquém do necessário, tanto em infra estrutura, quanto em equipamentos e tecnologias, fazendo com que o WiMax ainda esteja muito distante de se tornar uma realidade na vida dos usuários brasileiros.

7. O Futuro do WiMax no Brasil
Tecnicamente, a tecnologia WiMax mostra-se viável, principalmente pelo fato de disseminar serviços de banda larga com qualidade. Para tanto, existe a necessidade de definição de regras e diretriz para a implantação e o uso da tecnologia, como a definição de faixas de freqüência, permitindo o investimento paralelo de empresas interessadas, incentivando a concorrência que pode beneficiar os usuários.

Para incentivar este investimento é preciso também que o governo conceda benefícios ao setor privado, funcionando como agente facilitador. A inserção digital advém de uma política social, a estatização do serviço pode ser uma solução viável, porém, a atual situação econômica do país tendencia o contrário, a privatização de serviços estatais.

As operadoras telefônicas, principais proprietárias das frequências já licitadas, ainda não demonstraram grande interesse em tornar o WiMax uma realidade. Esta nova tecnologia geraria novos serviços que competiram com os serviços já existentes. Fazendo um paralelo com o caso russo, a operadora Yota utilizou a tecnologia WiMax como um diferencial estratégico, absorvendo a necessidade dos usuário de serviços sem fio de qualidade com custo baixo. Se as operadoras presentes no Brasil tiverem essa visão podem obter resultados até melhores, pois o Brasil representa o sexto país do mundo em números de usuários de Internet, além de possuir evolução contínua [Jamil 2007].

O Brasil apresenta-se conservador quanto a investir na tecnologia, tanto a iniciativa privada como a pública, ainda possuem desconfianças em relação a implantação da tecnologia. Com a chegada a evolução 4G, novos serviços se farão necessários e para suprir essas necessidades novas tecnologias deverão ser implantadas. O WiMax pode surgir para suprir algumas dessas necessidades, eliminando a desconfiança que o cerca. O futuro mercadológico do WiMax no Brasil é incerto, depende da evolução da tecnologia, das novas necessidades que surgirão e de como a iniciativa privada e pública reagirão a estes fatores.

8. Conclusão
A tecnologia WiMax ainda encontra-se em estágio de maturação. Apenas algumas potências tecnológicas mundiais investem de maneira significativa. Existe desconfiança de mercados emergentes em investir na tecnologia, sendo que não podem correr o mesmo risco que estas potências. Esta desconfiança impede a disseminação e popularização da tecnologia em escalas globais como aconteceu com o Wi-fi.

O apelo social que a tecnologia possui por distribuir de maneira mais abrangente os serviços em banda larga pode ajudar a tecnologia a promover-se. Para o mercado apostar na idéia de fato, é necessário que além de um motivo social, o WiMax apresente-se com custos aceitáveis. Empresas como a Intel investem no desenvolvimento não somente de equipamentos, mas apoiando países como o Japão a aumentar a disponibilidade da tecnologia. Este tipo de iniciativa mostra-se essencial.

Pelo fato da tecnologia WiMax não apresentar-se consolidada, ainda não é possível fazer-se previsões seguras. O futuro da tecnologia depende de sua maturação e de como reagirá a concorrência com outras tecnologias emergentes. Da consolidação da tecnologia WiMax, ainda existem os fatores mercadológicos que devem ser considerados como: custos, aceitação e boa vontade de investidores. Apesar de todas as incertezas que cercam o WiMax, ao analisar-se puramente a tecnologia e o que esta propõe, disseminação de serviços em banda larga com qualidade de serviço e custos aceitáveis, pode-se perceber que o WiMax apresenta-se como promissor em relação as tecnologias de comunicação sem fio existente como o Wi-Fi.

Referências
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  • Comentários (1)
  1. espetacular, agora trampar como consultor né junior? =)

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