Gestão de Conhecimento e TI – Ensaio sobre Pessoas e Software

Gestão de conhecimento como já é de consenso, é uma disciplina que agregou estudo de centenas de profissionais através de dezenas de áreas diferentes. Uma área de essência investigatória onde analisamos e compreendemos o fluxo de informações dentro de uma organização, seja qual for, e formalizamos estratégias de catalogação. Após isso podemos reconhecer como utiliza-la da forma mais eficiente e dissemina-la na cultura interna. Isto agiliza o reconhecimento do conhecimento humano e pode tornar-se estratégia competitiva para toda a organização. Até mesmo acelerar o desenvolvimento e avaliação de informações, em meio ao caos, para a tomada de decisão.  Desta forma é uma área que segue desde a tecnologia até a psicologia. Entretanto, percebo que existe uma série de dificuldades da compreensão disto com os desenvolvedores de sistemas (ainda com pouca experiência eu afirmo tal falto, mas devo alertar que isto é apenas uma visão cultural regional de programadores).

Eu digo isto em vários sentidos diferentes, mas o mais global é a cultura da tecnologia e a cultura da gestão. Vejo que de um lado possuímos uma série de ferramentas e conhecimento no desenvolvimento de novas ferramentas. De outro lado, temos dezenas de profissionais que possuem técnica e experiência sobre o fluxo de informações dentro das corporações e visualizam o conhecimento borbulhando em meio à papelada que corre solto de mão em mão (ou de PC em PC). A graduação em Sistemas de Informação me ensinou algo que provavelmente meus colegas também o perceberam: “pessoas são pivôs dentro das instituições, seu conhecimento é um componente valioso, mas o componente só ganha valor se a tecnologia existente o enobrece”. Recentemente tive o privilégio de apresentar um pequeno trabalho na www.kmbrasil.com e conheci grandes pessoas e ideias. Pessoas motivadas para a troca de conhecimento e, alguns gestores me confidenciaram a dificuldade em repassar suas necessidades à equipe de TI. Experiência agradável que me fez sentir em casa (gestão e TI alinhados na vantagem competitiva).

Gestão do conhecimento e TIInteligência artificial, ontologias, sistemas de recomendação, mapeamento de processos, mapeamento da informação/conhecimento. Cada vez mais nos encontramos em um mundo que as coisas só fazem realmente sentido se trabalharmos de forma multidisciplinar agregando software e pessoas. Não no sentido básico de reconhecer as necessidades dos usuários, mas saber qual o fluxo de informações e propor a sua organização.  Por isso deixo meu manifesto neste texto: senhores gestores de empresas de software, fomentem cada vez mais a pesquisa científica na sua equipe de TI. Não somente para resolução de problemas técnicos e melhoria de produto, mas na obtenção de novos conhecimentos. Interliguem melhor os profissionais de múltiplas áreas para a troca de conhecimento e é claro, cuidem da gestão dos seus documentos ou daqueles que os escrevem. Lembrem-se: “Hoje em dia, segurar o conhecimento para si pode trazer a segurança de que ninguém fará igual o que você faz, mas o investimento na troca de conhecimento e a pesquisa contínua é a única forma de evolução rápida que conseguirá trazer para dentro de casa”. Encontrar um equilíbrio nesta frase como estratégia de negócio, pode ser bastante vantajoso, já que o alienado vive trabalhando estressado e preocupado. Nada vale ter um CIO dentro da empresa que não compreenda na real magnitude a letra I do seu título. Estamos na era do conhecimento ou não? Gostaria de dividir estes meus pensamentos com você caro leitor, não para dizer que isto é uma verdade, mas como um convite para conversamos, aceita um café?…

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  • Comentários (1)
    • Sergio Venicius
    • 17 de outubro de 2011

    “As pessoas são realmente pivôs dentro das instituições”. Concordo muito com isso.
    Vejo que atualmente é extremamente importante que alguém conduza as pessoas da organização, estimulando elas a compartilharem seu conhecimento, seja através de conversas, ferramentas tecnológicas, etc.
    As empresas precisam organizar “os lados”, permitindo que os funcionários registrem de alguma forma o que adquirem e o que geram de conhecimento, e não mantenham o foco apenas em produção (quebra pedra).
    Além disso, também é preciso dar espaço para a pesquisa científica dentro das empresas. Tenho certeza que funcionários realizando pesquisas aprofundadas, sobre assuntos de seus interesses, farão isto com gosto, e os resultados futuros serão no mínimo interessantes.
    Ah, uma coisa: tem empresas que incentivam a inovação e a pesquisa, desde que seja fora do horário do trabalho. Se você pesquisa fora do seu horário de trabalho, beleza. Mas se fizer isso durante o horário, não vale, está deixando de produzir. Nestas eu não acredito mais.

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