Blog e Profissional na TI

O blog ainda não morreu, juro. Eu e talvez o Valcir Junior enfrentamos, como provavelmente todos os nossos leitores (alô leitor, você mesmo!), a falta de tempo, pois nos dedicamos bastante no nosso lado profissional. Eu aqui no mestrado procurando me especializar em ontologias, e alguns outros componentes de Inteligêcia Artificial (estou estudando 10 horas ao dia, entre aulas, estudos e escrevendo sobre o assunto para a universidade). Em breve vou escrever algumas sessões técnicas aqui que podem ser úteis para quem quer conhecer algum componente de IA (seja para uso acadêmico ou aplicação empresarial).

Uma coisa que sempre me chamou a  atenção são as notícias como esta aqui (que me foi repassada semana passada pelo grupo de TI do Linkedin, pelo senhor Horácio F.).
“Falta de mão-de-obra qualificada”. Agora faça um algoritmo que forneça como saída esta string, em um loop infinito. Valendo 1 ponto na média!
Eu leio essas pesquisas e/ou notícias, especificamente com este título há alguns anos. Conheço bastante o lado acadêmico mas também conheço um pouco o lado empresarial e concordo/discordo com alguns pontos da pesquisa.

1) Falta de empenho por parte dos profissionais por qualificação: muito cuidado ao registrar uma frase igual ou parecida com esta. O problema é em torno de 3 primitivas: tempo, valorização e financeiro. Se o funcionário tiver tempo e é valorizado pelas suas competências, ele irá correr atrás com estudos contínuos mesmo sem receber investimento. Não adianta nada querer apoiar financeiramente o funcionário se ele não tem tempo ou sabe que não será valorizado de qualquer forma. Pode rodar os funcionários do setor o quanto quiser, o problema de qualificação vai continuar. Não existe metodologia mágica, o que precisa saber é que tecnologias ficam obsoletas rapidamente, nenhum ser humano é capaz de saber tudo e procure valorizar (financeiramente e socialmente) a equipe.

2) Também ocorre o problema inverso ao tópico 1, que seria estranho, mas ocorre, é o grande e velho problema entre Academia versus Empresa: às vezes um profissional possui as qualificações necessárias ou competência para conquistar as mesmas, mas não tem experiência empresarial (carteira assinada). No ponto de vista mercadológico isto não é um problema, uma vez que o produto que a empresa vende é diferente do que as instituições acadêmicas vendem. O problema é quando o “chefe” da empresa alega este tópico em contraposição ao primeiro. É bom se decidir em ter equilibrio (algo como 50% experiência e 50% qualificação). Somente dissidentes do filme Matrix podem possuir as duas coisas em 100% (1000% só pra saltar de um prédio ao outro). Lembre-se também que, o setor de RH das organizações DIFICILMENTE sabe reconhecer características técnicas (ou não tão técnicas) nos candidatos, nem sempre o recrutador tem as competências suficientes em reconhecer as competências de outras pessoas.

Soluções para o tópico 2 fazem parte das soluções do tópico 1. Não existe uma metodologia fácil e estruturada. Tanto a academia quanto a empresa podem trabalhar juntos para elaborar mecanismos que auxiliem aos profissionais. Um exemplo que citei no twitter esses dias foi a quantidade de cursos online que podem ser feitos. O benefício neste tipo de educação é o de não ter fronteira, os pontos ruins é como realizar provas e emitir bons certificados, dependendo da tecnologia estudada em questão. Mas se a empresa desejar que os funcionários tenham mais conhecimento, pode ser bem divertido liberar eles durante o expediente para cursá-los.

De qualquer forma espero contribuir para ambos os lados, compreendendo necessidades empresariais e trazendo para a academia discutir e resolver. Assim como ao contrário, inserir mecanismos ou projetos acadêmicos que possam ajudar a empresa. Eu sei que várias empresas assim como várias instituições de ensino já estão trabalhando nestes pontos, então vamos lá! Estudando sempre, até a próxima!

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